Cidades

No silêncio…

Num regresso a casa igual a tantos outros vagueava na paisagem um silêncio pouco comum. A cidade dormia, apesar de ainda não terem soado as doze. A margem, deserta de todos os passos, tinha somente sombras tímidas e vazias para contemplar. Só o telintar oco dos ramos nus perturbavam a rigidez do silêncio noturno que não é costume acontecer ali. Ali onde o teatro flutua até ao rio, onde o jazz se prolonga noite dentro e onde que é jovem  dança desmesuradamente, mesmo não sabendo como. Mas não hoje. Ou melhor, ontem. Ontem era a divisão luz e não a multiplicação do som quem acariciava a margem que nos leva para a cama. E que luz, e que divisão. A primeira da responsabilidade da lua, a segunda o resultado da total ignorância da água. Assim dorme Potsdam…

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