Cozinha, insólito

Outono absurdo…

Entre a floresta e a água, o sol e a chuva, o dentro e o fora, desenrola-se o Outono. Ora de mãos gélidas a resgatar fungos de um solo malicioso, ora de dedos escaldados com a abobora líquida que tenta escapar da sua prisão de vidro. Outra vez Outono pensa ela, outra vez enfrascada! Dos restos laranja que ainda fumegam faz-se um bolo cujo mármore é conferido pela amêndoa, rebelde fora de época, traidora das estações só porque é seca, e por isso inerte, quase morta.

Demasiado quente nesta casa, queremos é cheiro de rua e abraços de vento. Queremos também a desilusão de não os encontrar e de verificar afinal o sol ainda acompanha as pessoas. Não só as acompanha das presentei-as com algo raro: dois arco-íris que se afogam no mar. Ou será que são dois arco-íris que do mar se elevam para as alturas de um céu sem fim. Seja como for é Outono, uma estação absurda onde nada deve ser levado muito a sério, a não o ser quando chegar o senhor Inverno. Mas sobre esse falaremos noutro dia…

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