Automóveis

Classe azul…

Uma vez por ano, perto da ponte onde a RDA costumava acabar, a classe sai à rua. Dentro das garagens ficam aberrações modernas de plástico compósito, sensores bip bip olha que vais bater, assentos aquecidos diretamente  do inferno, assistentes de tudo e mais alguma coisa e toda uma panóplia de desnecessárias invenções cuja a única função é tornar o automóvel passível de comentário, automóvel que de outro modo ficaria remetido ao silêncio.

Com as aberrações encarceradas, a rua rende-se ao estilo, à voluptuosidade e ao digerir audível do combustível. Inebrio-me com cada curva batalhada ao metal e sigo fotografando tudo o que é azul, aqui e ali tocando, perguntando os porquês e escutando em cada dono uma história original…

Lancia Aurélia B24 spyder de 54 ou 55, o rei dos descapotáveis, só foram produzidos cerca de 240.  Em 56 o para-choques frontal passou a ser uma só peça de modo a poder ser vendido nos EUA, blasfémia!

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Triumph TR3A, provavelmente de 57;  95 cavalos de potência, 950 quilos.  Um opcional da época era um rádio com botões para sintonização automática em vez da rodinha habitual.

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Porsche 550 spyder à James Dean com o icónico nr. 130. O 550 representa o peso da máquina em quilos e sem combustível, 4 cilindros, boxer, 110 ou 130 cavalos, um convite à desgraça, bem haja!

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